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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

POLÍCIA FEDERAL CUMPRIU NESTA QUINTA FEIRA MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO NO INSTITUTO JAIME LERNER EM CURITIBA


A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (10), mandados de busca e apreensão no escritório de arquitetura do ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná Jaime Lerner. Os policiais federais chegaram por volta das 7 horas à sede do Instituto Jaime Lerner, localizado no bairro Cabral, na capital paranaense, e saíram cerca de uma hora depois, carregando um malote e uma pasta de documentos. Ele não foi encontrado no local. 

De acordo com a corporação, não há relação com a Lava Jato, cuja 36ª fase, batizada de Dragão, também foi desencadeada hoje. A ação faz parte da "Operação Nosotros", que tem como objetivo apurar suposta fraude envolvendo o processo de licitação para construção do sistema de transporte BRT de Palmas (TO), no valor aproximado de R$ 260 milhões. Ao todo, são cumpridos 22 mandados judiciais, sendo dez de condução coercitiva e 12 de buscas e apreensão, nos estados de Tocantins, Paraná e Santa Catarina. 

Entre as pessoas conduzidas estão o prefeito reeleito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), o secretário municipal de Finanças e o procurador geral do município, além de donos de imobiliárias e de terras. Conforme a PF, diversos servidores públicos serão intimados a prestar esclarecimentos. O órgão disse que identificou o repasse de informações privilegiadas da prefeitura a empresas que participaram da concorrência. 

"Em conluio com grandes imobiliárias da região, agentes públicos também pressionavam proprietários para que cedessem, a título gratuito, parte de suas terras para pessoas ligadas ao esquema criminoso. Uma das formas de coação era através da cobrança de altos valores de IPTU desses proprietários", disseram os investigadores, em nota. 

Em viagem pela Europa, Amastha comentou o episódio por meio das redes sociais. "A PF está nos meus endereços fazendo busca e apreensão. Resta colaborar. Estou rumo ao Smart Cities em Barcelona. Esperando", postou, no Twitter. "Pelo que fiquei sabendo até agora... Não faz sentido nenhum. Parece denúncia montada dos proprietários das grandes áreas. Esperemos detalhes. Uma coisa garanto. Não vão encontrar UM erro proposital nas licitações da prefeitura", prosseguiu. 

O Instituto Jaime Lerner e a Jaime Lerner Arquitetos Associados emitiram um comunicado, assegurando que "não tiveram e não têm nenhuma relação com os projetos e com a implantação do BRT da cidade", processos que seriam conduzidos sob estrita responsabilidade da administração municipal. "O único trabalho pela Jaime Lerner Arquitetos Associados realizado naquela cidade foi para o setor privado. Tratou-se de um plano de ocupação futura para a área de expansão urbana, na região sudoeste da cidade, contratado por três empresas do setor privado", afirmaram. 

"Este plano de ocupação não tem nenhuma relação com o futuro BRT; a área localiza-se a mais de 1,5 mil metros de distância do eixo principal do BRT. Toda a documentação necessária relativa ao plano de ocupação foi prontamente fornecida aos agentes que realizaram o mandado de busca e apreensão na manhã de hoje, para que se comprovem os fatos acima citados", completaram.

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