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domingo, 13 de novembro de 2016

BANDIDOS ATACAM E EXPLODEM VÁRIAS AGÊNCIAS BANCÁRIAS NESTE DOMINGO EM TERRA RICA

Os moradores de Terra Rica (Noroeste) terão dificuldades de acessar os serviços bancários na cidade nos próximos dias. Uma quadrilha explodiu várias agências bancárias na madrugada de hoje. Segundo a Polícia Militar, a ação teve início por volta das 2h15 da madrugada e dez minutos depois as quatro agências já tinham sido violadas pelos bandidos. 

Foram atacados pelos bandidos as agências do Bradesco, Itaú, Sicredi e Sicoob. O Banco do Brasil não foi atacado porque a agência está fechada desde o último ataque, registrado em agosto. Na agência do Sicredi, o cofre foi esvaziado pelos bandidos. No Bradesco, a queda do teto provocada pela explosão pode ter impedido que os bandidos levassem o dinheiro. No Sicoob e no Itaú, ainda não há informações se o grupo chegou a levar algum dinheiro. 

A agência da Caixa Econômica Federal também foi atacada, mas os bandidos foram impedidos pelo sistema de segurança, que dispara fumaça quando arrombado. Nessa agência, apenas a fechadura foi violada. O dispositivo é o mesmo que impediu o furto da agência da Caixa Econômica Federal localizada na Avenida Tiradentes, em Londrina, no dia 9 deste mês. 
Na época o hall onde ficam os caixas eletrônicos foi tomado por fumaça após a quadrilha tentar arrombar os equipamentos, o que chamou a atenção das pessoas que passavam pelo local e chamaram o Corpo de Bombeiros, pensando se tratar de fogo no prédio. 

No caso londrinense,os bandidos ainda permaneceram algum tempo dentro da agência, mas não levaram nada do banco e fugiram num Corsa de cor branca.Até o fechamento da reportagem ninguém foi preso. 

A Polícia Militar (PM) informou que o modo de agir foi semelhante ao que ocorreu em agosto deste ano em Terra Rica. Na época o alvo foram os caixas eletrônicos, mas desta vez o objetivo foi atacar os cofres dos bancos. 

Durante o ataque, parte dos bandidos ficou disparando contra o destacamento da Polícia Militar com o objetivo de distrair os PMs e gerar mais tempo para a ação dos bandidos. 
A polícia ainda não soube informar se há registros realizados por câmeras de vigilância que possam contribuir para a identificação dos bandidos. 

A funcionária de um posto de combustível, que pediu para não ser identificada, afirmou que apesar das explosões, o clima na cidade está calmo, porém há preocupações. "Existe a preocupação de como as pessoas irão fazer para utilizar os serviços bancários. As cidades mais próximas são Diamante do Norte ou Guairaçá e para chegar nesses municípios a gente leva cerca de meia hora", ressaltou. Ela destacou que os comerciantes principalmente podem sofrer dificuldades para realizar os depósitos bancários. 

Em maio deste ano a Comissão Temática Bipartite de Segurança Bancária da 
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniu em São Paulo para debater o assunto de Segurança Bancária, e discutir ações preventivas e protetivas utilizadas pelo Sistema Financeiro para combater crimes como sequestro, assalto à mão armada e carros-fortes, explosão de caixas eletrônicos, entre outros. 

Na ocasião, os bancos informaram que as várias mudanças tecnológicas implementadas e as ações preventivas têm contribuído para a prisão de bandidos em diversas cidades, no entanto as ocorrências de explosões contra caixas eletrônicos e agências bancárias continuam acontecendo.

No início deste mês a Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida em explosão de caixas eletrônicos nas regiões Sul e Sudeste do país em São Luiz do Purunã. Eles chegaram a esses bandidos depois de investigar uma explosão a caixas eletrônicos de uma agência bancária na cidade de Inácio Martins, ocorrida no dia 1 de outubro deste ano. Em janeiro deste ano uma equipe do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) deflagrou a Operação Cangaço e prendeu mais de 20 pessoas suspeitas de atacar 22 agências bancárias e causar prejuízos de quase R$ 4 milhões às instituições bancárias.

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