Os moradores de Terra Rica (Noroeste) terão dificuldades de acessar os serviços bancários na cidade nos próximos dias. Uma quadrilha explodiu várias agências bancárias na madrugada de hoje. Segundo a Polícia Militar, a ação teve início por volta das 2h15 da madrugada e dez minutos depois as quatro agências já tinham sido violadas pelos bandidos.
Foram atacados pelos bandidos as agências do Bradesco, Itaú, Sicredi e Sicoob. O Banco do Brasil não foi atacado porque a agência está fechada desde o último ataque, registrado em agosto. Na agência do Sicredi, o cofre foi esvaziado pelos bandidos. No Bradesco, a queda do teto provocada pela explosão pode ter impedido que os bandidos levassem o dinheiro. No Sicoob e no Itaú, ainda não há informações se o grupo chegou a levar algum dinheiro.
A agência da Caixa Econômica Federal também foi atacada, mas os bandidos foram impedidos pelo sistema de segurança, que dispara fumaça quando arrombado. Nessa agência, apenas a fechadura foi violada. O dispositivo é o mesmo que impediu o furto da agência da Caixa Econômica Federal localizada na Avenida Tiradentes, em Londrina, no dia 9 deste mês.
Na época o hall onde ficam os caixas eletrônicos foi tomado por fumaça após a quadrilha tentar arrombar os equipamentos, o que chamou a atenção das pessoas que passavam pelo local e chamaram o Corpo de Bombeiros, pensando se tratar de fogo no prédio.
No caso londrinense,os bandidos ainda permaneceram algum tempo dentro da agência, mas não levaram nada do banco e fugiram num Corsa de cor branca.Até o fechamento da reportagem ninguém foi preso.
A Polícia Militar (PM) informou que o modo de agir foi semelhante ao que ocorreu em agosto deste ano em Terra Rica. Na época o alvo foram os caixas eletrônicos, mas desta vez o objetivo foi atacar os cofres dos bancos.
Durante o ataque, parte dos bandidos ficou disparando contra o destacamento da Polícia Militar com o objetivo de distrair os PMs e gerar mais tempo para a ação dos bandidos.
A polícia ainda não soube informar se há registros realizados por câmeras de vigilância que possam contribuir para a identificação dos bandidos.
A funcionária de um posto de combustível, que pediu para não ser identificada, afirmou que apesar das explosões, o clima na cidade está calmo, porém há preocupações. "Existe a preocupação de como as pessoas irão fazer para utilizar os serviços bancários. As cidades mais próximas são Diamante do Norte ou Guairaçá e para chegar nesses municípios a gente leva cerca de meia hora", ressaltou. Ela destacou que os comerciantes principalmente podem sofrer dificuldades para realizar os depósitos bancários.
Em maio deste ano a Comissão Temática Bipartite de Segurança Bancária da
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniu em São Paulo para debater o assunto de Segurança Bancária, e discutir ações preventivas e protetivas utilizadas pelo Sistema Financeiro para combater crimes como sequestro, assalto à mão armada e carros-fortes, explosão de caixas eletrônicos, entre outros.
Na ocasião, os bancos informaram que as várias mudanças tecnológicas implementadas e as ações preventivas têm contribuído para a prisão de bandidos em diversas cidades, no entanto as ocorrências de explosões contra caixas eletrônicos e agências bancárias continuam acontecendo.
No início deste mês a Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida em explosão de caixas eletrônicos nas regiões Sul e Sudeste do país em São Luiz do Purunã. Eles chegaram a esses bandidos depois de investigar uma explosão a caixas eletrônicos de uma agência bancária na cidade de Inácio Martins, ocorrida no dia 1 de outubro deste ano. Em janeiro deste ano uma equipe do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) deflagrou a Operação Cangaço e prendeu mais de 20 pessoas suspeitas de atacar 22 agências bancárias e causar prejuízos de quase R$ 4 milhões às instituições bancárias.
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