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domingo, 11 de novembro de 2018

RAPAZ AUXILIAR DE PRODUÇÃO INVADE CASA DE POLICIAL E ACABA MORTO

Um auxiliar de produção bastante ferido invadiu a casa de um policial militar aposentado, na manhã deste domingo (11), no bairro Hauer, em Curitiba. Depois de ser imobilizado pelo dono da casa, o trabalhador não resistiu às agressões anteriores e morreu no gramado em frente à casa. Jutai Pinheiro Barros tinha 39 anos, trabalhava na manufatura de uma empresa multinacional, no Centro de Curitiba. Ele tinha um disparo de arma de fogo na mão e, possivelmente, morreu de hemorragia interna, devido às agressões que, segundo ele, teriam sido provocadas pela Polícia Militar (PM).
O policial aposentado notou barulho em frente de casa, na rua Major Fabriciano do Rêgo Barros, pouco antes das 7 horas, e olhou pela sacada um homem tentando se esconder entre os muros. “Avisei que era policial, dei voz de prisão e ele disse que não queria sair porque estava se escondendo. Efetuei dois disparos de advertência, desci, abordei ele, a princípio não tinha marca nenhuma de tiro. Ele falou que não queria sair, que tinha apanhado muito e que não queria apanhar mais. Ele dizia que só queria se esconder na minha casa, para não apanhar mais”, disse o policial aposentado, em entrevista à Banda B.
Auxiliar de produção morto por espancamento. Foto: Reprodução/Facebook
O dono da casa, então, ordenou que ele deitasse de barriga para baixo. “Ele ficou ali, ficamos esperando a polícia. Quando chegaram, tentamos virar ele e nada. Achamos que ele pudesse ter desmaiado, jogamos água nele, mas aí vimos que ele estava morto”, descreveu. Com a chegada da Polícia Militar, um ferimento na mão esquerda foi encontrada, mas o policial alega não ter atirado contra o homem. “Não foi meu disparo, atirei para o lado, apenas como advertência”, completou.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), do Corpo de Bombeiros, foi acionado e constatou a morte do homem, mas não soube precisar a causa. A Polícia Científica foi chamada e o perito Elmir Oliveira acredita que Barros possa não ter resistido às agressões que sofreu, antes de entrar na casa do policial. “Ele tem um disparo de arma de fogo na mão esquerda, com entrada e saída, e várias marcas de agressão pelo corpo, no tórax, abdômen e costas. Marcas de um objeto contundente, que possa ter sido usado. Possivelmente, foram as agressões, porque o tiro não iria causar um óbito. Marca de tiro recente, calça suja de sangue”, contou à Banda B.
Um detalhe importante relatado pela vítima, antes de morrer, é que as agressões tinham acontecido por policiais militares. “Ele disse que tinha sido a polícia, que depois de agredir bastante, o jogou aqui. Agora o motivo disso, eu não sei. Ele estava obedecendo bem, tudo aquilo que eu perguntava, ele respondia”, finalizou o aposentado à Banda B.
Barros estava com documentos no bolso e o RG apontava que ele era de São Paulo. Pelas redes sociais, a vítima tinha um filho, com cerca de 8 anos. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da Polícia Militar, uma vez que a situação envolveu disparos de arma de fogo de um policial aposentado.

PM

Sobre as agressões supostamente feitas pela Polícia Militar (PM), a Banda b entrou em contato com a assessoria da PM às 09h55 e ainda não recebeu retorno. Fonte; bandab.

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