Empregados protestaram em frente ao hospital em Ibiporã reivindicando pagamento do 13º, vale alimentação e o recolhimento do fundo de garantia
Segundo o SinSaúde, cerca de 200 funcionários trabalham no hospital, que atende outras cidades da região
Os funcionários do Hospital Cristo Rei de Ibiporã protestaram ontem na frente da unidade pelo pagamento de benefícios atrasados e não descartam a possibilidade de paralisação nos atendimentos até a regularização dos encargos trabalhistas. Há dois anos, o hospital passa por uma intervenção da Justiça após o afastamento de diretores investigados por desvios financeiros. Atualmente, a dívida da instituição é calculada em aproximadamente R$ 3 milhões.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Londrina e Região (SinSaúde), Aldecir dos Santos, afirmou que os interventores realizaram acordos com bancos e fornecedores para pagamentos das dívidas durante a nova administração, no entanto, o fundo de garantia dos funcionários não estaria sendo recolhido pelo hospital. "Há 14 meses, os empregados estão sem vale alimentação e ainda não receberam o 13º do ano passado. Em 2015, apenas uma parcela foi depositada. Ou seja, os direitos trabalhistas não estão sendo cumpridos, o que pode ameaçar o funcionamento do local", afirmou.
Ele lembrou que cerca de 200 funcionários, entre técnicos, auxiliares, enfermeiros, cozinheiras e empregados de serviços gerais, trabalham no Cristo Rei, que atende pacientes de outras cinco cidades, além de Ibiporã. "Em audiência pública, realizada em outubro, a direção afirmou que a situação estava sob controle, mas agora temos que discutir qual a saída para esse problema. Os funcionários continuam trabalhando para atender a população, mas não recebem os benefícios trabalhistas", criticou. Hoje, a direção do SinSaúde deve se reunir para discutir a possibilidade de paralisação, cogitada pelos funcionários do Cristo Rei.
DÉFICIT
De acordo com Santos, o hospital recebe aproximadamente R$ 750 mil em repasses mensais, mas o gasto com a instituição chegaria a R$ 950 mil. Ou seja, o déficit do hospital seria de R$ 200 mil por mês. "A situação só não é pior porque a população tem contribuído com doações para ajudar na manutenção do hospital", comentou. A FOLHA procurou a direção do Cristo Rei, mas os responsáveis pela administração do hospital não foram localizados para comentar o protesto dos funcionários até o final desta edição.
Rafael Fantin
Reportagem local-folha de londrina.
Reportagem local-folha de londrina.
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