Defensor da presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do
Sul, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, esteve bem próximo de
um tiroteio durante a inauguração da nova iluminação em uma praça, na
zona norte da Capital do Rio Grande do Sul. O fato ocorreu na noite da
última quarta-feira, mas foi divulgado somente neste domingo, 4.
Conforme relato do prefeito ao jornal Zero Hora e confirmado
pela assessoria de imprensa, pouco antes do início da solenidade, ao se
aproximar do local onde ela seria realizada, ele percebeu que um carro
passou perto da praça em alta velocidade e deduziu que se tratava de uma
perseguição. Depois, os suspeitos que estavam dentro do veículo foram
cercados e houve troca de tiros. O prefeito foi levado para o Centro
Comunitário do bairro onde pôde aguardar a prisão dos criminosos.
Em função dos disparos, muitas das 80 pessoas que estavam no
evento tiveram que se deitar no chão. Ninguém ficou ferido e os dois
suspeitos de roubo foram presos. "Não temi pela minha vida. Temi pela
vida de quem estava lá fora. O que eu quero destacar: é isso que
queremos, polícia atuando, e não o contrário", disse Fortunati, ao
destacar que, depois de todo o perigo e confusão, graças à eficiência da
Polícia Civil, o ato de inauguração foi realizado.
No mês passado, depois de outros incidentes violentos ocorridos
em Porto Alegre, Fortunati já havia declarado que o Estado deveria
solicitar a vinda das tropas da Força Nacional para auxiliar na
segurança da cidade. No entanto, o secretário de Segurança, Wantuir
Jacini, descartou essa possibilidade alegando que a Brigada Militar tem
potencial suficiente para dar conta da criminalidade no Rio Grande do
Sul e que a Força Nacional deve ser acionada para intervenções
específicas.
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