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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

POLÍCIA CIVIL NOMEIA DELEGADA PARA NUNCRIA

O delegado-titular da Divisão Policial do Interior (DPI), Valmir Soccio, anunciou ontem na Câmara de Londrina, onde ocorreu audiência sobre a precariedade da segurança pública na cidade, o nome da delegada Livia Graziela Pini para o comando do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria). A audiência pública discutiu a carência de pessoal em todas as áreas da polícia. O Ministério Público fez uma exposição das dificuldades da estrutura geral da Segurança Pública em Londrina, com destaque para a falta de infraestrutura que impede o combate efetivo da exploração sexual de crianças e adolescentes.
Livia Graziela Pini, que assume o Nucria até o fim da semana, entrou para os quadros da Polícia Civil em 2013. Ela formou-se em Direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2008 e é especialista em Direito e Processual Penal. A delegada respondia pela delegacia de Andirá desde setembro do ano passado. Além de Graziela Pini, mais dois delegados foram nomeados para a comarca.
De acordo com Soccio, o nome de Pini foi aprovado pelo Conselho da Polícia Civil ontem, após a Policia Civil do Estado garantir um substituto em Andirá. “Era uma demanda de algum tempo que agora pode ser suprida depois de superada a dificuldade no remanejamento para substituí-la em Andirá”, disse titular da DPI.
Delegados
Soccio contrapôs a informação do Ministério Público que mostra um número muito pequeno e insuficiente de delegados em Londrina, apenas 12. “Temos 17 delegados em Londrina. Essa conta de 12 delegados deve ser em relação somente às subdivisões temos delegados na Corregedoria, no Gaeco, do Denarc. Destes 17 delegados, 5, inclusive o de Sebastião (Ramos dos Santos Neto), que veio assumir a 10ª Subdivisão Policial de Londrina, vieram no ano passado. Mas reconhecemos a carência e há esforço do departamento em relação à situação especial de Londrina”, disse Soccio.
O MP ressalvou ontem na Câmara, antes da audiência, que delegados lotados na Corregedoria ou no Denarc não entram na conta, pois não dão plantões e nãos saem às ruas. Os delegados do Denarc são subordinados diretamente à Divisão Estadual de Narcóticos, não respondem à chefia da 10ª SDP.
Ação civil
A promotora da Infância e Juventude, Suzana Lacerda, lembrou que os problemas da segurança pública em Londrina, não se restringem à falta delegados, investigadores e escrivães. Na conta do MP são apenas 12, 10 e 25, respectivamente.
“Há falta de viaturas, não há espaços adequados, o Instituto Medico Legal tem atendimento limitado. A audiência é a oportunidade para que a sociedade fique sabendo da situação e se manifeste”.
De acordo com a promotora, caso o governo do Estado não atenda às exigências mínimas da Segurança Pública em Londrina, o secretário de Justiça e o próprio governador Beto Richa podem responder a ação civil pública.

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