Por telefone, estelionatários cobram pagamentos por procedimentos médicos, o que é proibido no HU
Na Santa Casa, placa alerta para risco da ação de golpistas
"Orientamos as pessoas que entrem em contato com a ouvidoria do hospital e registrem boletim de ocorrência", alerta a superintendente Elizabeth Ursi, do HU
Estelionatários têm se aproveitado da fragilidade emocional de familiares de pacientes que estão internados no Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para aplicar golpes. De acordo com a superintendente da instituição, Elizabeth Ursi, dois parentes de doentes foram contatados ontem por golpistas, que tentaram cobrar por procedimentos de forma irregular.
"Fomos alertados pela Central Regional de Regulação de que golpistas estariam se passando por funcionários pelo telefone para obter dados de pacientes, com o objetivo de identificar os números de contato dos familiares. É alguém que possui familiaridade com o funcionamento da central de regulação", destacou. Uma das famílias relatou que o golpista solicitou o pagamento de R$ 1,5 mil para "as despesas extras". "São valores que acredito serem suficientes para serem sacados de um caixa eletrônico", declarou Elizabeth.
A superintendente destacou que, assim que foi avisada, a equipe do hospital procurou as famílias para alertá-las a não aceitar esse assédio. Ela explicou que as duas abordagens ocorreram de maneiras diferentes. Na primeira a pessoa afirmou que seria necessário o custeio de exames de alto custo e no segundo, afirmou que os familiares precisariam pagar por medicamentos caros. "Nós deixamos bastante claro que não realizamos esse tipo de abordagem e que o hospital trabalha 100% com o Sistema Único de Saúde (SUS) e que não entra em contato solicitando o pagamento de qualquer medicamento ou exame", ressaltou. "Orientamos as pessoas que se forem contatadas dessa forma que entrem em contato com a ouvidoria do hospital imediatamente e que registrem um boletim de ocorrência na delegacia", destacou.
Elizabeth repassou os números dos telefones usados pelos golpistas e já os repassou à Polícia Civil. A conta bancária apresentada para os depósitos será rastreada.
Para reduzir a vulnerabilidade aos golpes, foi feita uma mudança na forma de comunicação com os pacientes para alertar sobre problemas desse tipo. "Mudamos os nossos documentos. Antes a nossa comunicação era somente verbal, agora é tudo por escrito. Entregamos um kit de internação que possui informativos sobre o horário de visita e de que a internação é 100% pelo SUS, além de objetos de higiene pessoal. Também realizaremos reuniões com pacientes com internação de longa permanência", explicou.
Vítor Ogawa
Reportagem Local
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