Auditores fiscais investigados pelo Gaeco de Londrina na Operação Publicano teriam cobrado R$ 3 milhões da Vivo, operadora de teleonia celular que já teve sede em Londrina. O episódio é um dos casos relatados pelo Gaeco, no documento em que são pedidas prisões preventivas e conduções coercitivas que deflagraram a quarta fase da Operação Publicano. Segundo o Gaeco, a cobrança da propina teria ocorrido em 2008, mesma época em que a Receita Estadual emitiu uma Ordem de Serviço de Fiscalização (OSF). A propina seria cobrada para não autuar a empresa por ter usado “créditos fiscais indevidos”. Eram créditos “referentes à aquisição de materiais de uso e de consumo”, o que segundo o Gaeco, é proibido por lei.
Segundo o relato, a propina teria sido cobrada pelo auditor fiscal Edvilson Ramos Marques. A informação chegou ao conhecimento do delator, Luiz Antônio de Souza, que soube pelo ex-cunhado de Marques, que também é auditor fiscal. Segundo Souza, a esposa de Marques na época, ele teria contado, “em tom de deboche” que “enquanto outros auditores estavam em postos fiscais fazendo ‘acerto de mixarias’, ele estaria recebendo R$ 3 milhões”. Esse é um dos maiores valores individuais de propina que aparece nas quatro fases da Operação Publicano.
Por meio da assessoria de imprensa a empresa negou ter pagado propina. “A Telefônica Vivo nega veementemente que tenha feito algum pagamento irregular e reitera seu compromisso pela atuação ética e transparente. A empresa desconhece a investigação mencionada pela reportagem e está à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”, diz o texto.
A reportagem não identificou o advogado de Marques, que não é réu nas outras fases da Operação Publicano e que está na condição de investigado pela primeira vez.
Na Publicano o Gaeco investiga a denúncia de que auditores fiscais, empresários e contadores teriam formado uma “organização criminosa” para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. JL.
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