O ex-inspetor geral de Fiscalização da Receita Estadual Márcio de Albuquerque Lima seria o cabeça do grupo de fiscais do órgão presos nesta sexta-feira em Londrina pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O Gaeco cumpriu 21 mandados de prisão contra auditores da Receita, um policial civil e empresários, todos suspeitos de participar de um esquema que mescla sonegação de impostos com pagamento de propina. A operação, batizada de Publicanos, foi um desdobramento dos mandados de busca e apreensão de 5 de março.
Lima, considerado foragido segundo o Paraná TV 2ª Edição de sexta-feira, foi chefe da Receita em Londrina e, depois, alçado à Inspetoria Geral de Fiscalização (IGF). Ele foi companheiro no automobilismo do governador Beto Richa (PSDB). Em dezembro, eles correram pela mesma equipe na prova das 500 milhas da cidade.
Em uma das situações investigadas, Lima teria negociado com um empresário que tinha uma dívida com a Receita, orientando-o a procurar o auditor Luiz Antônio de Souza para executar o acerto. O débito teria sido então quitado e os auditores, beneficiados com propina.
Ainda não se sabe como era feita a divisão dos valores recebidos indevidamente. Souza está preso desde janeiro, quando foi flagrado num motel com uma adolescente.
Lima foi exonerado da IGF em 2 de março, três dias antes do Gaeco bater na porta do seu gabinete, em Curitiba. A decisão, porém, só foi publicada no Diário Oficial em 6 de março, um dia depois da “batida”.
Em pelo menos dois casos, os empresários teriam pagado R$ 200 mil para “quitar” dívidas milionárias com a Receita Estadual. Nem todos os funcionários da Receita investigados por envolvimento no esquema de corrupção estão diretamente relacionados aos casos de exploração sexual de adolescentes. JL.
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