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sábado, 21 de março de 2015

DEPUTADO TIAGO AMARAL DIZ SER CONTRA ABERTURA DE CPI NA ASSEMBLEIA

Integrante da base aliada do governador Beto Richa (PSDB), o deputado estadual Tiago Amaral (PSB) é contra a abertura da CPI da Receita Estadual, pela Assembleia Legislativa, para apurar corrupção no órgão. Encabeçada por Requião Filho (PMDB), o pedido de abertura da CPI tem sete das 18 assinaturas necessárias.
Amaral considera as denúncias como “fatos gravíssimos a serem confirmados”, mas acredita que uma CPI sobre o caso na Assembleia poderia, até mesmo, atrapalhar a investigação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
  • Tiago Amaral: abrir uma CPI da Receita não vale a pena porque viraria palanque e circo (Crédito: Reprodução/Arquivo pessoal)Tiago Amaral: abrir uma CPI da Receita não vale a pena porque viraria palanque e circo (Crédito: Reprodução/Arquivo pessoal)
“Será que vale mesmo a pena começar um trabalho desses? Vejo que CPIs instaladas de forma simultânea a processos de investigação em estágio adiantado se tornam mais palanque de exposição e circo do que propicia entrega de resultados. Não é o que a sociedade quer”, argumenta o parlamentar. “Se for para trazer mais circo, tenho minhas dúvidas”.
Para Amaral, uma CPI na Assembleia só se justificaria caso o Gaeco sofresse restrições e pressão para aprofundar as investigações. “Não acho que o Gaeco enfrente qualquer dificuldade. Todo mundo sabe que por onde o Gaeco passa, não fica pedra sobre pedra”, avalia o deputado. “Não vale a pena arriscar um trabalho bem feito para abrir uma CPI”, defende.
Na avaliação do parlamentar, CPIs, de forma geral, têm pouca eficácia. “Basta analisar o histórico das que já existiram aqui no Paraná”, diz, citando a comissão para apurar fraudes nos portos do Paraná, durante o mandato do ex-governador Roberto Requião.
“E a da Petrobrás no Congresso? Em que a CPI aberta pelos parlamentares ajuda nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal? Em nada”, aponta.“Perda de tempo”, diz. “Criar algo para competir jornalisticamente com o Gaeco não vale como resultado”.  JL.

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