Presos postaram um vídeo em uma rede social reclamando da
superlotação na cadeia de Ibiporã, no norte do Paraná.
Nesta quarta-feira (17), a Polícia Civil já apreendeu o celular
utilizado e abriu uma investigação para apurar como o aparelho
entrou na unidade.
A gravação mostra os presos amontoados – a maioria deles
está encapuzada. Por causa da lotação, as grades das cinco
celas ficam abertas para que os detentos possam ter mais espaço.
No vídeo, os detentos falam sobre as péssimas condições da
unidade, afirmam que há presos doentes e pedem que o juiz
Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais (VEP), dê
mais atenção para eles.
O delegado Vitor Dutra de Oliveira diz que a cadeia está 180
detentos, mas o espaço tem capacidade para 36.
“A superlotação é um problema e não há previsão de transferência.
As portas das cinco celas ficam abertas porque não há espaço
suficiente. No entanto, todos os detentos recebem atendimento
médico e não há confirmação de que algum deles esteja doente”,
explica o delegado.
A Polícia Civil investiga para descobrir como o aparelho entrou
na carceragem. “É uma falta grave ter um celular dentro da cela.
Por isso, queremos saber como esse aparelho passou pela vistoria”,
pontua.
O que diz o governo
Em nota, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) informou
que o celular já foi apreendido, e um procedimento administrativo
será aberto para apurar o caso.
Sobre a superlotação, o Depen esclareceu que a transferência
de presos para o sistema prisional depende da autorização do
Comitê de Transferência de Presos (COTRANSP), presidido pela
Vara de Execuções Penais de Londrina.
Quanto a superlotação da cadeia, a Secretaria da Segurança
Pública e Administração Penitenciária do Paraná informa que
14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do
Estado estão em andamento, além da instalação de celas modulares.
Serão abertas cerca de 7 mil novas vagas após a conclusão dessas
obras. G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário