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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PRESOS DE IBIPORÃ POSTAM VÍDEO EM REDE SOCIAL RECLAMANDO DA SUPER LOTAÇÃO

Presos postaram um vídeo em uma rede social reclamando da
 superlotação na cadeia de Ibiporã, no norte do Paraná. 
Nesta quarta-feira (17), a Polícia Civil já apreendeu o celular
 utilizado e abriu uma investigação para apurar como o aparelho 
entrou na unidade.
A gravação mostra os presos amontoados – a maioria deles
 está encapuzada. Por causa da lotação, as grades das cinco
 celas ficam abertas para que os detentos possam ter mais espaço.
No vídeo, os detentos falam sobre as péssimas condições da
 unidade, afirmam que há presos doentes e pedem que o juiz
 Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais (VEP), dê 
mais atenção para eles.
O delegado Vitor Dutra de Oliveira diz que a cadeia está 180
 detentos, mas o espaço tem capacidade para 36.
“A superlotação é um problema e não há previsão de transferência. 
As portas das cinco celas ficam abertas porque não há espaço 
suficiente. No entanto, todos os detentos recebem atendimento
 médico e não há confirmação de que algum deles esteja doente”,
 explica o delegado.
A Polícia Civil investiga para descobrir como o aparelho entrou 
na carceragem. “É uma falta grave ter um celular dentro da cela. 
Por isso, queremos saber como esse aparelho passou pela vistoria”, 
pontua.
O que diz o governo
Em nota, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) informou 
que o celular já foi apreendido, e um procedimento administrativo 
será aberto para apurar o caso.
Sobre a superlotação, o Depen esclareceu que a transferência 
de presos para o sistema prisional depende da autorização do 
Comitê de Transferência de Presos (COTRANSP), presidido pela
 Vara de Execuções Penais de Londrina.
Quanto a superlotação da cadeia, a Secretaria da Segurança 
Pública e Administração Penitenciária do Paraná informa que 
14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do 
Estado estão em andamento, além da instalação de celas modulares.
 Serão abertas cerca de 7 mil novas vagas após a conclusão dessas
 obras.  G1

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