Isso significa que os 110 requeridos – 47 auditores, empresários, contadores, advogados e "laranjas" – se tornam réus. Após serem citados, terão dez dias para apresentar defesa às acusações. Ao todo, o MP narra 103 fatos criminosos, sendo 53 de corrupção passiva tributária, 43 fatos de corrupção ativa, quatro de falsidade ideológica, dois de concussão e o delito de formação de organização criminosa.
O MP sustenta que o esquema era liderado pelo auditor Márcio de Albuquerque Lima, que foi inspetor-geral de Fiscalização da Receita do Paraná, e tinha apoio político de Luiz Abi Antoun, parente distante do governador Beto Richa (PSDB). Abi não é réu na quarta fase, mas na segunda ação relativa à Publicano. Também faziam parte da cúpula da organização auditores de Curitiba que tinha altos cargos de chefia.
A Publicano 4 foi deflagrada no último dia 3 e 44 pessoas foram presas. Porém, em decorrência de habeas corpus do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, todos já obtiveram direito à prisão domiciliar ou à liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica.
Loriane Comeli
Reportagem Local-Folha.
Reportagem Local-Folha.
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