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quinta-feira, 9 de julho de 2015

RECEITA ESTADUAL CRIA FORÇA TAREFA PARA REVISAR PROCEDIMENTOS DE EMPRESAS CITADAS NA OPERAÇÃO PUBLICANO

A Receita Estadual criou uma nova força-tarefa para revisar todos os procedimentos de fiscalização de empresas citadas na segunda fase da Operação Publicano, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina em 10 de junho. Na ação penal proposta, na semana passada, pelo Ministério Público foram denunciadas 125 pessoas e são citadas 124 situações em que, segundo o MP, teriam ocorrido irregularidades.
De acordo com o diretor da Coordenação da Receita do Estado (CRE), Gilberto Calixto, a força-tarefa 2 vai revisar a fiscalização em mais 50 empresas. Entre elas, algumas que apareceram ainda na primeira fase da Operação Publicano.
O decreto que cria a força-tarefa 2 é datado de segunda-feira, dia 6 de julho, mas foi publicado na edição de ontem no Diário Oficial do Estado. Foram convocados 28 auditores fiscais para trabalhar na revisão desses procedimentos, nenhum deles da Delegacia da Receita Estadual de Londrina. Conforme Calixto, isso se deve ao fato de que mais de 40 dos 135 auditores da Delegacia de Londrina estão afastados porque são investigados na Operação e destacar profissionais lotados na cidade aumentaria uma sobrecarga que já é evidente.
“A força de trabalho reduziu significativamente e precisamos reforçar a equipe [de Londrina]”, explicou Calixto, lembrando que a convocação de londrinenses “iria sobrecarregar [a DRR] com a realização desse retrabalho”. “Por isso optamos por pegar auditores de outras delegacias”, completou.
A força-tarefa 2 tem 60 dias para concluir seus trabalhos, prazo que pode ser prorrogado.
Primeira fase
A Receita Estadual já tem uma força-tarefa em funcionamento e que está revisando os procedimentos referentes às empresas citadas na primeira fase da Operação Publicano.
Conforme Calixto, 25 empresas estão sendo analisadas. O prazo para o encerramento do trabalho do grupo que revisa as empresas citadas na primeira fase da Operação Publicano venceria no final de maio, mas foi prorrogado por mais 60 dias, prazo que vence no final deste mês.
A prorrogação foi necessária porque Calixto acabara de assumir o cargo, em substituição a José Aparecido Valêncio da Silva, então coordenador da Receita – Valêncio chegou a ser preso preventivamente e é um dos denunciados na ação penal da segunda fase da Operação Publicano.
Conforme Calixto, a primeira força-tarefa está “em fase de encerramento dos trabalhos” e não haverá um novo pedido de prorrogação.

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