A Receita Estadual criou uma nova força-tarefa para revisar todos os
procedimentos de fiscalização de empresas citadas na segunda fase da
Operação Publicano, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate
ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina em 10 de junho. Na ação penal
proposta, na semana passada, pelo Ministério Público foram denunciadas
125 pessoas e são citadas 124 situações em que, segundo o MP, teriam
ocorrido irregularidades.
De acordo com o diretor da Coordenação da Receita do Estado (CRE),
Gilberto Calixto, a força-tarefa 2 vai revisar a fiscalização em mais 50
empresas. Entre elas, algumas que apareceram ainda na primeira fase da
Operação Publicano.
O decreto que cria a força-tarefa 2 é datado de segunda-feira, dia 6
de julho, mas foi publicado na edição de ontem no Diário Oficial do
Estado. Foram convocados 28 auditores fiscais para trabalhar na revisão
desses procedimentos, nenhum deles da Delegacia da Receita Estadual de
Londrina. Conforme Calixto, isso se deve ao fato de que mais de 40 dos
135 auditores da Delegacia de Londrina estão afastados porque são
investigados na Operação e destacar profissionais lotados na cidade
aumentaria uma sobrecarga que já é evidente.
“A força de trabalho reduziu significativamente e precisamos
reforçar a equipe [de Londrina]”, explicou Calixto, lembrando que a
convocação de londrinenses “iria sobrecarregar [a DRR] com a realização
desse retrabalho”. “Por isso optamos por pegar auditores de outras
delegacias”, completou.
A força-tarefa 2 tem 60 dias para concluir seus trabalhos, prazo que pode ser prorrogado.
Primeira fase
A Receita Estadual já tem uma força-tarefa em funcionamento e que
está revisando os procedimentos referentes às empresas citadas na
primeira fase da Operação Publicano.
Conforme Calixto, 25 empresas estão sendo analisadas. O prazo para o
encerramento do trabalho do grupo que revisa as empresas citadas na
primeira fase da Operação Publicano venceria no final de maio, mas foi
prorrogado por mais 60 dias, prazo que vence no final deste mês.
A prorrogação foi necessária porque Calixto acabara de assumir o
cargo, em substituição a José Aparecido Valêncio da Silva, então
coordenador da Receita – Valêncio chegou a ser preso preventivamente e é
um dos denunciados na ação penal da segunda fase da Operação Publicano.
Conforme Calixto, a primeira força-tarefa está “em fase de
encerramento dos trabalhos” e não haverá um novo pedido de prorrogação.
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