.

.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

POLÍCIA PRENDE SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO EM FRAUDES DE LAUDOS EM ESCOLAS



» Polícia prende suspeitos de fraudes em obras da Secretaria de Educação
As obras investigadas são nas cidades de Cornélio Procópio, Santa Terezinha do Itaipu, Rio Negro, Campina Grande do Sul (2), Curitiba (2), Coronel Vivida, Joaquim Távora e Ponta Grossa. 

A operação da Polícia Civil do Paraná deflagrada na manhã de terça-feira (21) prendeu temporariamente cinco pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes de laudos que permitiram o pagamento indevido a uma construtora responsável por obras de escolas públicas. Também foram compridos nove mandados de busca e apreensão, de acordo com a Polícia Civil. 

Os laudos falsos fizeram com que o governo do estado pagasse R$ 19 milhões à Valor Construtora por obras que ainda estavam em estágio inicial. A empresa ficou responsável pela construção de seis, das 18 obras previstas em um programa federal para a criação de novas vagas no ensino público. 

Chamada de “Quadro Negro”, a operação prendeu o ex-diretor do Departamento de Engenharia, Projetos e Orçamento da Secretaria de Educação Maurício Fanini; Vanessa Domingues de Oliveira, sócia proprietária da Construtora Valor; Viviane Lopes de Souza, engenheira da Valor; Eduardo Lopes de Souza, procurador da Valor; e a ex-sócia da construtora Tatiane Souza. 

Ao cumprir os mandados, a polícia apreendeu R$ 5 mil em dinheiro, computadores, celulares, pen-drives. De acordo com o delegado Renato Figueiroa, que coordena o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil, os presos responderão pelos crimes de associação criminosa, tentativa de fraude à licitação, falsidade ideológica e peculato. Apesar de os relatórios apontarem que as obras estavam quase concluídas, ainda falta muito para que os colégios possam receber os estudantes. 

Três engenheiros chegaram a confessar a assinatura dos laudos, sem a realização da vistoria sobre o andamento das obras. 

Ao todo, sete pessoas são investigadas pela polícia, e uma auditoria interna da Secretaria de Educação foi aberta. 

Sobre as denúncias o advogado Claudio Dalledone Junior, que representa a construtura, negou as irregularidades. Assim que as suspeitas se tornaram pública, ele afirmou que a empresa é séria. Caminhos do esquema: Conforme as investigações, o esquema funcionava a partir da fraude de relatórios produzidos por engenheiros subordinados ao chefe de fiscalização e obras da Secretaria de Educação. Até o momento, conforme a Polícia civil, estão sendo analisados dez contratos firmados entre a empresa Valor e a Secretaria de Estado da Educação, entre os anos de 2011 e 2014. 

As obras investigadas são nas cidades de Santa Terezinha do Itaipu, Cornélio Procópio, Rio Negro, Campina Grande do Sul (2), Curitiba (2), Coronel Vivida, Joaquim Távora e Ponta Grossa. Em muitos casos, os fiscais assinavam relatórios de andamento das obras sem nunca terem ido aos locais onde elas ocorriam. Com isso, a Valor Construtora recebia pelos serviços, ainda que nunca os tivesse prestado. Ainda segundo o delegado Figueiroa, a situação mais complexa é em Campina Grande do Sul, onde duas obras previstas estavam com apenas 1% realizado, enquanto constava 99% de conclusão nos documentos anotados. 

Existe ainda a suspeita de que o ex-diretor Maurício Fanini recebeia 2% de cada fatura paga irregularmente à empresa. A fraude, segundo a polícia também alterava o organograma para que os pagamentos fossem realizados. Fonte:  g1.

Nenhum comentário:

Postar um comentário