.

.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

CASA DE ESCRIVÃO DA DELEGACIA DE SÃO JERÔNIMO DA SERRA É INUNDADA ATE´COM RESTOS MORTAIS


O escrivão de Polícia Civil, Osmar Vieira, é morador do município de São Jerônimo da Serra (Norte Pioneiro) e uma das vítimas das chuvas torrenciais que atingiram o Estado no último fim de semana. Sua casa foi invadida por uma mistura de água, lama, ossos de cadáveres e dentaduras de pessoas mortas. Na noite da última sexta-feira, por volta das 20 horas, o muro do cemitério municipal estava represando as águas da chuva, ameaçando que o muro ruísse diante do volume de água tão intenso. Para evitar uma tragédia maior, um funcionário abriu um buraco para que a água escoasse do cemitério, mas como havia um desnível entre o terreno e as residências da rua de baixo, o problema só mudou de local e a força das águas acabou destruindo o muro de arrimo da casa de Vieira. 


Segundo ele, todos os cômodos da casa acabaram tomados pela lama e pelos restos de cadáveres, o que inviabilizou que o morador pudesse reaproveitar qualquer coisa, desde móveis, roupas, colchões e eletrodomésticos. "Tudo ficou contaminado", resumiu. A prefeitura retirou três caminhões caçamba repletos de entulho de dentro de sua casa. "A Defesa Civil recomendou que evacuássemos a residência. Neste lado da rua moram de 50 a 60 pessoas e todas elas tiveram que sair de suas casas, já que o muro do cemitério ainda pode cair. Não é um problema do prefeito atual, já que isso aconteceu em outras gestões e nunca vieram ajudar. O prefeito atual foi o primeiro a vir aqui, ceder máquinas e a tentar ajudar", relatou. 



PREJUÍZO



Vieira contabilizou um prejuízo de R$ 15 mil com a situação. "Só no muro de arrimo eu gastei R$ 5 mil. O maquinário que retirou o entulho de casa estragou a calçada. Além disso perdi as roupas, móveis e eletrodomésticos". Ele também relatou que perdeu fotos, documentos da faculdade, e outros objetos pessoais que possuíam valor afetivo. Não há dinheiro que pague. "Dá uma tristeza muito grande. Tem coisas que o dinheiro recupera e tem coisas que o dinheiro não tem como recuperar, pois envolve a questão psicológica", declarou. Na tarde de ontem ele ainda estava na sua casa, tentando recuperar o pouco que sobrou e que não foi contaminado, mesmo com o alerta da Defesa Civil para que deixasse o local. 




O Adjunto da Defesa Civil do 3º Grupamento de Bombeiros, Major Wilson Oliveira Paulino, destacou que a prefeitura de São Jerônimo só solicitou apoio para a evacuação das residências inundadas e as que podem ser atingidas por uma eventual queda do muro do cemitério e águas contaminadas.  Fonte: reginaldo saturnino

Nenhum comentário:

Postar um comentário