Gustavo Carneiro/Equipe Folha
Luiz Antônio de Souza segue preso suspeito de participar do esquema na Receita e, também, de uma rede de exploração sexual de adolescentes
Se há algo que ligue Souza a Youssef, de acordo com o advogado, "a defesa desconhece". "Eles devem ter aberto um procedimento geral para aveirguar as questões de campanha", especulou. Ainda conforme Ferreira, os fatos apurados pela PGR podem envolver não só a última campanha eleitoral, mas também as de outros anos. O defensor garantiu, ainda, que o cliente dele não foi convocado para prestar esclarecimentos à Procuradoria Geral da República. "Ele está à disposição do Ministério Público, tanto do Estadual quanto do Federal", concluiu.
As duas fases da Operação Publicano já denunciaram mais de 200 pessoas à Justiça, entre auditores, empresários, contadores e advogados, por participação no suposto esquema de cobrança de propina da Receita. Conforme as investigações, os fiscais envolvidos reduziam ou anulavam dívidas tributárias de empresas em troca da vantagem indevida. Ainda segundo o MP, Márcio Albuquerque de Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita, coordenava o esquema sob as ordens do empresário Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa e figura influente na gestão tucana.
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