Professores e trabalhadores da Educação se reuniram no Centro Cívico de Curitiba nesta quinta-feira (19)
Sindicato informou que categoria deve fazer assembleia no sábado (21).
Após reunião realizada na tarde desta quinta-feira (19) entre representantes do governo estadual e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), a categoria mantêm a greve, que já dura 11 dias. Entre as exigências para o fim da greve, estão o pagamento de benefícios atrasados e a reabertura dos turnos fechados no fim de 2014. Outra reunião foi agendada para a manhã de sexta-feira (20).
Funcionários e professores da rede estadual entraram em greve no dia 9 de fevereiro, quando iniciaria o ano letivo de mais de 950 mil estudantes. Desde então, os servidores estão acampados no Centro Cívico de Curitiba, onde fica a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual.
O encontro ocorreu no Palácio Iguaçu. Participaram da reunião: o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra; o secretário de Educação Fernando Xavier Ferreira; a secretária de Administração, Dinorah Nogara; e o líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB). Já os educadores tiveram nove representantes.
“A categoria não confia mais na fala do governo. Existe um descrédito absoluto, disse o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão. Ele afirmou que, no sábado (21), uma assembleia pode definir os rumos da greve.
Milhares de professores e funcionários da rede estadual de ensino passaram o dia reunidos em frente à sede do governo.
Ocupação da Alep
No dia 10 de fevereiro, servidores estaduais ocuparam o Plenário da Alep e permaneceram no local até o dia 12. Eles só saíram do local após o governo pedir a retirada do conjunto de medidas de austeridade – conhecido como “pacotaço” e proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) – da pauta da Casa para revisão.
A ocupação aconteceu logo depois de os deputados aprovarem, com 34 votos favoráveis e 19 contrários, o requerimento que instituiu Comissão Geral para a apreciação do pacote de medidas. Comissão Geral é um mecanismo previsto no regimento interno da Casa que permite os deputados votarem em um projeto de lei, em um único dia, sem que a proposta passe por comissões específicas.
A retirada do pacote foi realizada depois de os manifestantes invadirem, no dia 12, o pátio da Alep no momento em que uma sessão ocorria no restaurante da Casa, já que o Plenário estava ocupado pelos servidores. Apesar de policiais isolarem a Assembleia Legislativa, os manifestantes invadiram o local. Houve confronto com a polícia, que usou bombas de efeito moral e balas de borracha, deixando feridos.
Nesse mesmo dia, alguns deputados entraram na Alep dentro de um caminhão da Tropa de Choque porque manifestantes impediram o acesso deles. Nessa sessão, os deputados pretendiam votar o novo requerimento para a formação da Comissão Geral, que foi apresentado pelo líder do governo na Alep, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), no dia anterior, em sessão também realizada no restaurante da Casa, para a análise do “pacotaço”. O requerimento precisou ser apresentado novamente, já que a sessão do dia 10 foi cancelada devido à ocupação.
'Aprender com os erros'
Após a manifestação que tomou conta da Alep, Romanelli disse que, enquanto for o líder do governo na Casa, não vai mais requerer Comissão Geral.
"Com os erros, nós temos que aprender e não repetí-los. Então, obviamente, eu, inclusive, assumi um compromisso. Enquanto eu for líder, eu não vou requerer mais Comissão Geral de Plenário".
"Esse modelo de querer, de fato, mudar ou aprovar as coisas a toque de caixa, sem debate, acaba dando no que deu", completou o líder do governo.
Já o govenador classificou como “absurda e violenta” as manifestações dos servidores. Em nota, Richa afirmou que o tumulto foi provocado por “um grupo de baderneiros infiltrado no movimento dos professores”. tanosite.com
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