Um professor foi preso preventivamente e o proprietário de um supletivo conduzido coercitivamente, nesta quarta-feira (22), em Londrina, por suspeita de envolvimento em um esquema de falsificação e fornecimento de certificados e históricos escolares. Deflagrada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), de Curitiba, a segunda fase da operação "Volta às Aulas" prendeu sete pessoas - outras duas estão foragidas - e conduziu coercitivamente nove. A ação policial foi realizada em 11 cidades de três estados.
De acordo com o delegado-titular do Nurce, Renato Bastos Figueroa, o professor Tulio Cesar Berguerand Alencar foi citado durante as investigações da primeira fase. Ele é acusado de ter fraudado atividades de alunos para obter certificados de conclusão de ensino fundamental e médio via Instituto Brasileiro de Ensino à Distância (Ibed), de Curitiba, que é habilitado para emitir os documentos. Além dele, o proprietário do curso CDF, cujo nome não foi divulgado, foi ouvido por policiais de Londrina e depois liberado. O supletivo não tem credenciamento para emitir diplomas, mas estaria integrando esta rede criminosa de venda de certificados e históricos escolares.
Segundo Figueroa, a próxima fase da operação vai medir o tamanho da atividade ilegal executada pelos envolvidos. "Apreendemos computadores, documentos, celulares e outros equipamentos que poderão nos mostrar quantos alunos utilizaram meios ilícitos para obter os certificados", afirma. A investigação apurou que os diplomas eram vendidos por preços que variavam entre R$ 1,3 mil e R$ 1,7 mil. Foram cumpridos, nesta quarta, 24 mandados de busca e apreensão.
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