O secretário de Estado da Educação, Fernando Xavier Ferreira, garantiu que apesar das dificuldades motivadas pela demissão e redução do número funcionários de escolas e professores, as aulas na rede pública estadual devem começar na segunda-feira, como previsto pelo calendário letivo. A APP Sindicato e diretores de escolas tem afirmando que muitas unidades não têm condições de iniciar as aulas no início da semana que vem, por falta de funcionários e professores. A APP, inclusive, marcou assembleia da categoria para amanhã, em Guarapuava (região Central do Estado), e ameaça deflagrar uma greve.
“Nós não abdicamos da parte essencial da semana pedagógica, que era essencial para que os professores tivessem a informação necessária”, alegou Ferreira, em entrevista à rádio CBN. O secretário admitiu que houve redução do número de funcionários e professores, apesar das contratações autorizadas nos últimos dias, mas afirmou que independente disso, o calendário letivo está mantido. “Vamos contar com os diretores de núcleos e os diretores de escolas. Havendo empenho de todos não tenho dúvida de que será possível”, avaliou. “Os funcionários já existem. (Falta) apenas a formalização de nomeá-los e definir onde eles estarão lá. Até segunda-feira, com certeza (isso será feito)”, afirmou.
O secretário garantiu que apesar dos problemas, não haverá falta de professores para o início das aulas. "Nós temos tranquilidade que a quantidade de professores que estamos trabalhando é aquilo que é necessário”, afirmou ele, informando que o governador Beto Richa (PSDB) assinou hoje decreto formalizando a contratação de 4.500 concursados, além dos outros 10 mil professores temporários que estão sendo contratados.
Xavier também disse que apesar das demissões, não haverá falta de funcionários para a reabertura das escolas. “A quantidade que será destinada a cada escola faz parte do dimensionamento tradicional”, disse ele, admitindo que houve atraso na resolução dessas questões. “Tivemos problemas que deixaram para tomar decisões muito próximos ao início das aulas. Alguns diretores ainda não foram informados (sobre os novos funcionários disponibilizados)”.
O secretário alegou que os problemas registrado no período são motivados pela crise financeira do Estado. “O entendimento do que está acontecendo tem um panorama maior que é o problema do equilíbrio orçamentário. Está acontecendo no governo federal, é uma conjuntura pela qual passa o País”, disse. “Sem esse ajuste continuaria esse problema de não poder pagar os salários”, alegou.
Xavier pediu a colaboração de diretores, pais e chefes de núcleos: "Eu acho que dá sim para levar as crianças pra escola na segunda. Talvez com imperfeições, mas é só ter boa vontade dos professores e funcionários", afirmou.
Segundo ele, o governo se comprometeu a pagar, até o final deste mês, as rescisões dos 29 mil professores temporários demitidos no final do ano. “conseguimos a aprovação para pagar em fevereiro o total da rescisão dos professores temporários. Será na última semana de fevereiro”, disse.
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