Réu confesso pela morte da jovem esposa Andressa Jaqueline Mendes da Silva, 23 anos, Cristiano Gonçalves Alves da Lara, de 27, disse aos investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba que a discussão se originou por causa de uma pulseira, anel e brincos. Para ele – bastante ciumento – as compras da esposa teriam sido presentes de um suposto amante da jovem. Após 16 dias da noite do crime, Cristiano se entregou à polícia e chorou durante apresentação à imprensa, na manhã de hoje (7). Ele matou a esposa na casa da família, na Cidade Industrial de Curitiba, na frente dos dois filhos do casal.
Cristiano se apresentou duas semanas depois do crime. Foto: DM/Banda B
Para o delegado da Homicídios, Osmar Feijó, o depoimento dele, na tarde de ontem, logo após se apresentar ao lado da advogada, não esboçou nenhum sentimento. “Ele foi muito frio na conversa, contou detalhes da brutalidade que o casal vinha mantendo, pela parte dele. Ela tinha saído de casa pela manhã, ido à casa da tia, e voltado com pulseira, anel e um brinco, que ele acho que seria do suposto amante dela”, contou.
Cristiano contou ainda que a discussão, motivada pela suspeita dos objetos, começou no quarto do casal, na frente dos filhos. “Houve luta corporal e ele passou a usar um canivete, que ele tinha no molho de chaves do carro, para desferir golpes nela. Quando ela caiu no chão, disse para a filha que sairia para esfriar a cabeça, mas ele ouviu a mulher pedindo para que a menina fosse pedir ajuda. Mesmo assim, abandonou o local e fugiu. Além de ele ter certeza que cometeu o crime, ainda foi omisso em tentar socorrê-la”, detalhou o delegado à imprensa.
Paradeiro
Logo depois do crime, o marido fugiu e deixou os dois filhos em casa com a esposa ensanguentada, pedindo ajuda. Ele deixou o condomínio usando o carro do casal, um Omega, encontrado no dia seguinte em São José dos Pinhais limite com Fazenda Rio Grande. Não havia dúvidas de que Cristiano tinha cometido o crime. “Já no local foi constatado que ele teria sido o autor e teria cometido o crime na frente das crianças, uma menina de 7 anos e um menino de 3, por motivos banais”, disse o delegado Feijó.
Sem qualquer comunicação do advogado sobre uma possível apresentação voluntária, o delegado da DHPP afirmou que o setor de inteligência da Polícia Civil passou a monitorar o paradeiro do marido suspeito. “Começamos a monitorar os locais onde ele pudesse estar, desde a casa de parentes, até em Campo Largo, Araucária, São José dos Pinhais e, inclusive, no Litoral. A pressão foi intensa até que ele não aguentou e se entregou”, finalizou.
Condenação
O homem está preso e poderá responder pelo crime de homicídio feminicídio, com agravante pela presença dos filhos. Caso seja condenado, Cristiano pode pegar uma pena de até 30 anos de reclusão.
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