Os esclarecimentos foram possíveis a partir do depoimento da secretária
de Adriana e de fotos obtidas na portaria do prédio onde está
localizado o escritório. No local, há fotografias de Luiz Carlos
Bezerra. Segundo os investigadores, Carlos Bezerra como é conhecido, era
o responsável por recolher a propina junto às empreiteiras , além de
estar envolvido no esquema de lavagem de dinheiro junto a joalherias.
O dinheiro da propina entregue à Adriana Ancelmo era usado para pagar
as contas do cartão de crédito da ex-primeira-dama ou repassado para os
familiares de Adriana ou de Sérgio Cabral. Os investigadores obtiveram o
registro de, pelo menos, 19 visitas de Bezerra a Adriana Ancelmo. Além
de 98 contatos telefônicos entre eles.
Uma das alegações do juiz, para atender o pedido do Ministério Público
Federal e expedir o mandado de prisão de Adriana, é que não faltam
pessoas próximas para esconder joias ou auxiliar Adriana a manter os
crimes da quadrilha escondidos.
"A permanência de Adriana Ancelmo em liberdade representa evidente
risco à ordem pública, sendo grande a probabilidade de que a mesma
continuará na prática de ilícitos e persevere na ocultação do produto
dos crimes perpetrados contra a Administração Pública", escreveu o
magistrado.
Os advogados de Adriana Ancelmo não foram encontrados para comentar o
caso. Em depoimento à Polícia Federal, a ex-primeira-dama disse não ter
relação com Luiz Carlos Bezerra.
"Luiz Carlos Bezerra é um amigo de Sérgio Cabral da época da juventude e
não tem qualquer relação financeira com a sua família. Não tem
conhecimento da razão da existência de contabilidade de Carlos Bezerra
(como é chamado) em nome de sua família...”, explicou Adriana Ancelmo à
PF.
Os advogados de Sérgio Cabral não retornaram às ligações. O G1
não conseguiu contato com os advogados de Luiz Carlos Bezerra. Adriana
Ancelmo foi levada na noite desta terça para o Sistema Penitenciário de
Gericinó, na Zona Oeste do RJ.g1.com
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