Juiz afastado é acusado troca de favores
O Juiz Luiz Carlos Boer, de Porecatu, estava afastado da função desde outubro, por suspeita de corrupção. No começo desta semana, a promotoria propôs uma ação de improbidade administrativa e, nesta sexta-feira (16), foi deferido novo afastamento cautelar. O magistrado atuava na Vara da Fazendo Pública e Cível e teria feito do do Fórum de Porecatu um balcão de negócios.
De acordo com o Ministério, Luiz Carlos não atuava sozinho. O advogado Osvaldo Pessoa Cavalcante, que também é procurador geral do município de Prado Ferreia, seria sócio do Juiz. Além dele, o filho Glaucius Cavalcanti e Silva e a mulher dele, Isabela Cristina Cavalcanti participavam do esquema de venda de sentenças.
A Usina Central do Paraná, localizada em Porecatu, também aparece na investigação e teria pagado a construção de uma área de lazer no fórum, a pedido de Boer. Além de ter doado R$ 100 mil em material de construção, utilizados na obra da casa do Juiz. A Usina ainda teria arcado com o tratamento de um câncer da filha do magistrado no Hospital Albert Einstein em São Paulo.
A ação do Ministério Público propõe bloqueio de cerca de R$ 4 milhões de Luiz Carlos Boer. Ele também é suspeito de acumular patrimônio incompatível com a renda. O magistrado teria mais de 20 imóveis no Paraná e no estado de São Paulo.
Além dele, a promotoria também pediu indisponibilidade de bens do atual prefeito de Porecatu, Valter Tenan, do ex prefeito de Florestópolis, Onicio de Souza, do ex prefeito de Mirasselva, João Marcos Ferrer e Dirceu Alves, ex prefeito de Prado Ferreira. Todos eles teriam participado da inauguração do fórum de Porecatu em 2012. A festa, para 450 pessoas, foi organizada por Boer, mas a conta teria ficado para a população. gildoalves
Juiz de Porecatu,Advogados e Ex Prefeito,acusados de Maracutaia na Comarca de Porecatu
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