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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

POLÍCIA FEDERAL VAI FAZER PENTE FINO NOS INQUÉRITOS QUE ERAM CONDUZIDOS PELO DELEGADO SANDRO VIANA

A Polícia Federal (PF) vai fazer uma espécie de pente-fino nos inquéritos que eram conduzidos pelo delegado federal Sandro Viana, preso no sábado (25) durante a Operação Corrumpere, quando dividia uma propina de R$ 35 mil com um intermediador que o auxiliou a extorquir o dinheiro de um empresário de Londrina, no norte do Paraná.
Antes de serem distribuídos para outros delegados, as investigações que eram conduzidas por Viana vão passar por uma revisão para apurar possíveis irregularidades, como a que motivou a prisão dele.  A operação
De acordo com a PF, com a ajuda do intermediador, o delegado solicitou vantagem indevida a um empresário para não indiciá-lo.

A corporação informou que o inquérito, aberto em 2015, foi concluído em janeiro de 2017 sem nenhum indiciado, em virtude deste pedido de propina. O motivo pelo qual o empresário, vítima da extorsão, foi investigado é mantido em sigilo.
O diretor de uma empresa de segurança, Clodoaldo Pereira dos Santos, conhecido como Tigrinho, também foi preso em flagrante. Com ele os policiais encontraram os R$ 35 mil que teria sido pagos pelo empresário que denunciou o esquema. Para a PF, Clodoaldo participou da extorsão a mando do delegado. O diretor ficaria com R$ 15 mil reais, e os R$ 20 mil restantes seriam entregues a Viana.

A PF fez buscas na casa do delegado e na empresa de Clodoaldo.  Foram apreendidos celulares e computadores.  Os dois tiveram a prisão preventiva decretada: Clodoaldo ficou detido em Londrina, e Sandro Viana foi levado para Brasília.

Ainda de acordo com a PF, o delegado vai responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa e concussão, que é a extorsão praticada por funcionário público. Além do processo criminal, Viana vai responder a um processo disciplinar dentro da PF, e pode até ser demitido do cargo de delegado.
O outro lado
O advogado que defende o delegado Sandro Viana não atendeu aos telefonemas da produção da RPC Londrina.
No sábado (25), a defesa de Clodoaldo Pereira dos Santos informou que iria se manifestar somente após conhecer a denúncia. Nesta segunda-feira (27), a produção da RPC Londrina não conseguiu contato com o advogado.

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