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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

GERENTE DA PETROBRAS PRESO NESTA SEGUNDA FEIRA 16 RECEBEU MAIS US$ 1,6 MILHÃO EM PROPINAS

O ex-gerente de Engenharia e Serviços da Petrobras Roberto Gonçalves (11 de março de 2011 a 3 de maio de 2012), preso nesta segunda-feira, 16, na Operação Corrosão, 20ª fase da Lava Jato, recebeu pelo menos US$ 1,6 milhão em propinas sobre contratos do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). A revelação foi feita pelo lobista Mário Góes, apontado como operador de propinas na Diretoria de Serviços, pelos investigadores da Lava Jato, e um dos delatores do esquema de corrupção instalado na estatal entre 2004 e 2014. 

O relato de Góes teve peso na decretação da prisão temporária - por 5 dias - de Roberto Gonçalves. O executivo também foi citado por mais dois delatores: seu antecessor na gerência executiva de Engenharia, Pedro Barusco, e pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia. 

Petrobras/Divulgação
Petrobras/Divulgação


A propina teria sido repassada de conta em nome da off-shore Mayana Trading, mantida no Banco Lombard Odier, e controlada por Mário Góes, para conta indicada por Roberto Gonçalves e que ficaria no Banco Pictet, em Genebra. 

"A autoridade policial apresentou cópia dos documentos bancários relativos a essas transferências e que foram apresentados por Mario Frederico Goes, elemento adicional aos meros extratos anteriormente apresentados. De fato, há transferências, ordenadas por Mario Goes (é dele a assinatura em alguns documentos), da conta em nome da Mayana para conta em nome da off-shore Westcross Investments S/A no Banco Pictet." bonde.com

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