Divulgação/Prefeitura de Ibiporã
Segundo o MP, os réus teriam ofendido "os princípios que regem a administração pública" pela ausência de licitação para transferência dos imóveis. Conforme dados que constam da decisão, assinada pela juíza Sonia Leifa Yeh Fuzinato, a prefeitura declarou de utilidade pública duas áreas localizadas na Fazenda Engenho de Ferro, pagou cerca de R$ 1,1 milhão pela indenização e, na sequência, repassou os imóveis à A. Yoshii.
José Maria Ferreira afirmou que as propostas foram aprovadas na Câmara de Vereadores e seguiram trâmites previstos na legislação que trata da "concessão de incentivos às atividades econômicas". "Nenhum prefeito, desde então, fez licitação para doar áreas para empresas. Neste caso, espero que a Justiça reconheça o interesse público da medida, que tem o objetivo de atrair mais investimentos", disse. A A. Yoshii construiria barracões de logística para locação. O prefeito informou que vai recorrer da decisão.
Para a juíza, o "alegado benefício à população não convalida os atos inquinados de irregulares". Na decisão, ela também decreta a suspensão dos efeitos das leis aprovadas pelos vereadores em 2011 sobre as doações. O prefeito informou que seguiu recomendação administrativa feita pelo MP, "fazendo adaptações, mas neste caso, o processo já estava sendo finalizado".
O gerente de incorporação da A. Yoshii, Thiago Endo, que ficou sabendo da decisão judicial pela reportagem, disse que "a empresa vai cumprir o que foi determinado e a partir daí entender,um pouco mais a ação". Segundo ele, "pela proposta da doação, havia contrapartida que a empresa deveria cumprir, que era atrair empreendedores para a cidade, mas, em função do mercado, não conseguimos isso", informou. "Então, para nós está muito claro, é ponto pacífico, se não cumprimos a contrapartida, os terrenos não vêm para nós." Endo afirmou que os terrenos continuam em nome do município de Ibiporã.
Sobre a construção de um barracão em parte de um dos terrenos, Endo afirmou que "foi um pedido de uma empresa de logística, que queria a locação, mas temos o risco de perder esse investimento".
Edson Ferreira - Folha de Londrina
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