Preso por suspeita de produzir e armazenar material pornográfico, o professor Ivan Secco Falsztyn, de 54 anos, confessou ter feito mais de 300 vídeos de alunas da St. Nicholas School, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A informação consta em interrogatório do suspeito, feito pela Polícia Civil, obtido pelo Estado.
Falsztyn foi detido em flagrante após os policiais cumprirem mandado de busca e apreensão na casa dele, também em Pinheiros, na manhã de terça-feira, 18. O docente teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 19.
Segundo as investigações, o professor usava caixas de remédio para esconder uma câmera digital e, assim, filmar partes íntimas de alunas durante aulas de História e Teatro. Agora, investigadores querem saber se o conteúdo pornográfico era comercializado – o que Falsztyn negou durante o interrogatório.
Em depoimento, o suspeito afirmou que “acredita ter realizado mais de 300 gravações”. Ele diz, ainda, que fazia as gravações ilegais há menos de quatro anos e que “as meninas que aparecem nas imagens são todas suas alunas”. As idades das vítimas variam entre 11 e 17 anos, de acordo com o professor.
Durante o interrogatório, Falsztyn disse que usava a câmera “sempre no ambiente da sala de aula posicionando-a no chão e em uma prateleira de frente de seus alunos”. “O interrogado confessa ter produzido todos os materiais e que ninguém o auxiliou na produção dos vídeos”, diz o documento.
Falsztyn é um dos 43 presos da Operação Luz da Infância, ação contra pedofilia feita pelas Polícias Civis de 12 Estados, sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na ocasião, os agentes apreenderam computadores, hds, pendrives, cds, além da câmera digital usada pelo professor.
Responsável pela prisão, a delegada Ivalda Aleixo, divisionária do Departamento de Capturas, estima que a polícia apreendeu ao menos 200 horas de material ilícito. As imagens variam de duração: há vídeos de poucos minutos e também gravações de aulas inteiras, com mais de 1h30.
Após avaliação inicial da Polícia Civil, os vídeos foram enviados para que a perícia faça análise e elabore laudos. “Em um ou outro vídeo, você vê que ele tenta colocar a menina no ângulo em que ele pegue a calcinha”, diz a delegada. “Em outro, é nítido que ele posicionou embaixo da carteira e tudo indica que é durante uma prova de História.”
A Polícia Civil suspeita, entretanto, que Falsztyn pode ter apagado outros vídeos dos aparelhos apreendidos. Por isso, deve usar programas para recuperar arquivos deletados.
Fonte: Banda B
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