Para os servidores técnico-administrativos da UEL, a proposta será apresentada nesta tarde. Uma assembleia informativa está marcada para as 13 horas no Hospital Universitário e tem caráter informativo, conforme o presidente da Assuel, Marcelo Seabra. “Vamos apresentar e analisar o que o governo está propondo. Não temos, pelo menos nesse primeiro momento, qualquer pretensão de discutir o fim da greve”, adiantou.
Uma nova assembleia está marcada para a próxima quinta-feira (11), também no HU às 13 horas, para aí sim definir o futuro do movimento grevista. Mesmo com um possível acordo entre as partes, algumas questões ainda incomodam os servidores, como o parcelamento da inflação nas contas da reposição salarial.
“Queremos ir a Curitiba nos próximos dias acompanhar o trabalho dos deputados na Assembleia Legislativa. Sabemos que é difícil, mas vamos cobrar deles que os 8,17% sejam pagos em uma única parcela e ainda neste ano, para não deixar tão grandes as perdas salariais”, disse Seabra.
Pelo lado dos professores da UEL, a movimentação prevista é praticamente a mesma. O conselho de docentes do Sindiprol vai se reunir nesta segunda para discutir os termos da proposta de reajuste oferecida pelo governo. Os números foram recebidos com desconfiança.
“Tivemos um caso bastante recente em que o líder do governo [deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB)] assinou um acordo dizendo que não mudariam a Paranaprevidência e todo mundo lembra do massacre do Centro Cívico. Agora, o secretário de Fazenda vem a público dizendo que não sabe se o estado vai ter dinheiro em 2017 para arcar com esse reajuste. Fica difícil acreditar”, avaliou Sílvia Alapanian, secretária do sindicato.
O fim da greve só deve ser decidido após assembleia na quinta-feira, assim como os servidores. Para as duas categorias, o encontro dos professores da rede estadual de ensino, previsto para as 8 horas de terça-feira (9) no Estádio da Vila Capanema em Curitiba, vai ter um peso importante. A assembleia estadual convocada pela APP-Sindicato pode pôr fim à paralisação nas escolas, que já dura mais de 60 dias.
“Assim como os professores da rede estadual, os servidores da saúde também vão se reunir em assembleia amanhã [terça-feira] de manhã. O que for decidido ali pode ter impacto direto nas outras categorias”, informou Sílvia. JL.
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