A polícia civil investiga mais de dez médicos por fraudes no cartão ponto. São servidores da UEL que prestavam serviços terceirizados no hospital mas no mesmo horário também diziam estar na universidade.
A polícia revelou que o esquema acontecia durante o horário de trabalho dos médicos. De acordo com o delegado eles são professores da UEL e deixavam a universidade para dar entrada no HU, como terceirizados. Recebiam pelos dois serviços: faziam plantão enquanto deveriam estar no serviço público. Por enquanto, dez médicos são acusados pelo golpe no cartão ponto, mas esse número pode ser maior.
As provas indicam que a fraude aconteceu entre os anos de 2017 e 2018. Esse comportamento dos médicos só foi descoberto depois da análise de documentos de uma outra operação a espelho falso, que também investiga desvios de verbas no HU.
O caso ganhou repercussão depois da morte da servidora Lucélia Pires Ferreira, de 56 anos. Em outubro do ano passado a secretaria executiva foi encontrada em uma represa de Porecatu. De acordo com as investigações o desvio era feito por meio do pagamento de serviços não prestados a empresas terceirizadas. O prejuízo aos cofres públicos passa de 1 milhão de reais.
Neste novo caso os médicos devem responder por peculato, que é a apropriação de dinheiro público, e falsidade ideológica. E a Universidade Estadual de Londrina, que responde também pelo HU, vai abrir um procedimento administrativo, que pode acabar com a demissão desses profissionais do serviço público. A superintendente do HU afirmou que por recomendação do Tribunal de Contas do Estado não contrata mais servidores para vagas terceirizadas e apesar dos crimes investigados ela não acredita que houve falha na fiscalização.
Com informações de Heloise Pedrosa
Nenhum comentário:
Postar um comentário