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sexta-feira, 9 de junho de 2017

ROCHA LOURES FICA EM SILÊNCIO NA 1ª AUDIÊNCIA NA POLÍCIA FEDERAL

O ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo 
Rocha Loures, ficou em silêncio na primeira audiência realizada 
pela Polícia Federal para ouví-lo, nesta sexta-feira (9), em Brasília.
Preso preventivamente desde sábado (3), por ondem do ministro 
do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, Rocha 
Loures foi flagrado pela PF carregando uma mala com R$ 500
 milhões em propina entregue por executivo do frigorífico JBS.
O Termo de Declarações, ao qual a TV Globo teve acesso, 
informa que Richa Loures, "por orientação da sua defesa técnica",
 decidiu larçar "mão do direito de permanecer em silêncio."
O ex-deputado ficou detido na carceragem da PF até a quarta-
feira (7), quando foi transferido para o Complexo Penitenciário 
da Papuda, também em Brasília.
Por decisão judicial, Loures está detido no mesmo bloco que 
abriga políticos condenados, ex-policiais e detentos com ensino 
superior – os chamados presos especiais. Ele divide uma cela 
com outros oito presos.
No caso de uma condenação definitiva, Loures e qualquer 
outro ocupante do CDP segue para as celas "comuns", em
 outros prédios do complexo.
Em geral, políticos que chegam ao presídio da Papuda ficam 
no mesmo bloco, mas em outra ala. Até as 18h, segundo o 
governo, não havia uma definição exata da cela a ser ocupada 
por Loures e, por isso, não era possível dizer quem seriam os 
companheiros dele no alojamento.
O CDP não tem celas individuais. A maioria dos "quartos" tem 
25 metros quadrados e três treliches, com capacidade para até 
nove pessoas. O único aparelho eletrônico permitido é uma televisão, 
que deve ser comprada pelos próprios presos – na maioria das celas, 
essa aquisição já foi feita.
O bloco abriga outros detentos "famosos", como o ex-senador Luiz 
Estevão e o doleiro Lúcio Funaro. Presos no mensalão, o publicitário
 Ramon Hollerbach e o banqueiro Henrique Pizzolato chegaram a
 cumprir pena no local, mas ganharam direito ao regime semiaberto 
no último mês. G1

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