O ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo
Rocha Loures, ficou em silêncio na primeira audiência realizada
pela Polícia Federal para ouví-lo, nesta sexta-feira (9), em Brasília.
Preso preventivamente desde sábado (3), por ondem do ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, Rocha
Loures foi flagrado pela PF carregando uma mala com R$ 500
milhões em propina entregue por executivo do frigorífico JBS.
O Termo de Declarações, ao qual a TV Globo teve acesso,
informa que Richa Loures, "por orientação da sua defesa técnica",
decidiu larçar "mão do direito de permanecer em silêncio."
O ex-deputado ficou detido na carceragem da PF até a quarta-
feira (7), quando foi transferido para o Complexo Penitenciário
da Papuda, também em Brasília.
Por decisão judicial, Loures está detido no mesmo bloco que
abriga políticos condenados, ex-policiais e detentos com ensino
superior – os chamados presos especiais. Ele divide uma cela
com outros oito presos.
No caso de uma condenação definitiva, Loures e qualquer
outro ocupante do CDP segue para as celas "comuns", em
outros prédios do complexo.
Em geral, políticos que chegam ao presídio da Papuda ficam
no mesmo bloco, mas em outra ala. Até as 18h, segundo o
governo, não havia uma definição exata da cela a ser ocupada
por Loures e, por isso, não era possível dizer quem seriam os
companheiros dele no alojamento.
O CDP não tem celas individuais. A maioria dos "quartos" tem
25 metros quadrados e três treliches, com capacidade para até
nove pessoas. O único aparelho eletrônico permitido é uma televisão,
que deve ser comprada pelos próprios presos – na maioria das celas,
essa aquisição já foi feita.
O bloco abriga outros detentos "famosos", como o ex-senador Luiz
Estevão e o doleiro Lúcio Funaro. Presos no mensalão, o publicitário
Ramon Hollerbach e o banqueiro Henrique Pizzolato chegaram a
cumprir pena no local, mas ganharam direito ao regime semiaberto
no último mês. G1
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