Apesar disso, a maioria dos ministros já sinalizou que vai votar pela absolvição do presidente. A sessão de quinta-feira (8) foi suspensa sem a conclusão do voto do relator. O julgamento deve se encerrar nesta sexta-feira (9), com expectativa de um placar de 4 a 3 para livrar o presidente da condenação.
O desfecho favorável a Temer - que tenta sobreviver também à crise política provocada recentemente pela delação da JBS - ficou desenhado já na sessão realizada na manhã de quinta-feira (8), quando 4 dos 7 ministros se manifestaram contra o uso dos depoimentos dos delatores da Odebrecht no processo, considerados essenciais para comprovar crimes na campanha de 2014.
A exclusão das provas do processo foi defendida pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, e pelos ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, cuja posição, até quinta-feira (8), ainda suscitava dúvida entre os advogados de defesa.
Para o relator da ação, mesmo sem considerar a Odebrecht, há elementos que indicam o abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014. Benjamin ignorou a posição dos colegas e proferiu um longo voto no qual afirmou que a petição inicial do PSDB, autor da ação, registrava que a campanha de Dilma e Temer havia sido financiada com recurso de propina. "Eu não estou parafraseando, eu estou lendo a petição inicial", declarou.
O relator disse ainda que os políticos têm conhecimento de que receberam recursos ilícitos. Afirmou também que o modus operandi adotado por PT e PMDB em 2014 foi utilizado por outros partidos brasileiros.
Agência Estado
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