Um dos homens suspeitos envolvido em um golpe em um show de
prêmios da Apae de Alvorada do Sul, no norte do Paraná, no domingo
(9), é dono da gráfica que imprimiu as cartelas utilizadas no evento
beneficente. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, após a
prisão de um trio suspeito de praticar a fraude.
A cartela utilizada pela quadrilha era original, comprada no dia do evento,
tinha até a assinatura do presidente da Apae no verso. Mas, a fraude
consistia em apagar os números e carimbar outros durante o sorteio.
Até a fonte utilizada era a mesma, mas não era coincidência. O dono
da gráfica que imprimiu as cartelas foi preso, junto com outras duas
pessoas, porque teria cobrado pelo serviço um valor bem abaixo da
média.
"Outras gráficas da região cobrariam na faixa de R$ 1.700 pela impressão
das cartelas. Essa gráfica cobrou R$ 480", diz o delegado Ricardo Jorge.
Com as cartelas adulteradas, os suspeitos ganharam quatro dos cinco
prêmios oferecidos pela Apae, incluindo um cheque de R$20 mil e
uma moto, que foi trocada por um cheque e mais R$ 1 mil em dinheiro.
Os homens foram presos após tentar descontar os cheques, que
haviam sido sustados pela direção da Apae porque desconfiou do golpe.
" Vão ser autuados por estelionato consumado e também por associação
criminosa. Existem a princípio mais quatro investigados , duas mulheres
e dois homens, que conseguiram fugir em um veículo", detalhou o delegado
responsável pelo caso.
Dois dos detidos tinham passagem pela polícia por falsificação de cartelas
em uma premiação realizada em São Sebastião da Amoreira, também
no norte, em março. Os moradores de lá avisaram os funcionários da
Apae de Alvorada do Sul.
O delegado agora investiga onde mais a quadrilha pode ter agido. A
suspeita é de que essas pessoas tenham praticado crimes semelhantes
em outras cidades do estado e até no interior de São Paulo, onde eles
moram. A polícia busca informações de outras quatro pessoas que
também teriam participado da fraude, mas fugiram.
Eventos como o realizado no domingo são importantes para manter
em funcionamento a Apae de Alvorada do Sul, pois o dinheiro público
não é suficiente para pagar todas as contas.
Os três presos ainda não têm advogados constituídos, segundo o
delegado que está cuidando do caso. G1.
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