Aos 10 meses, a onça pesa 32 kg e está com um terço do peso e tamanho que terá na fase adulta. O animal vive nas dependências do CMA, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. A jaula em que Jiquitaia vive mede 20x8 metros e foi projetada para dar conforto a ele.
"Ela estava desidratada, então foi tratada e depois da quarentena veio para cá. O Cigs assessorou o CMA porque nós temos uma equipe formada por bióloga e veterinários, então a gente fez todo o planejamento de cuidado desse animal. Planejamos quando ele come, o que ele come, a questão de limpeza do recinto, o corte de unhas, exames periódicos, odontológicos", enfatiza.
Na avaliação da bióloga, hoje o animal está bem melhor em comparação há seis meses. "Ele tem um tratado, uma equipe que cuida dele. Quem alimenta é que tem a relação mais íntima. É como o cachorro, que o dono alimenta e, quando o dono chega, ele já abana o rabo, fica feliz. O felino também tem isso, só que reage de maneira diferente do cachorro. O felino, quando tem carinho pela pessoa, quer passar por entre as pernas, quer brincar, fazer carinho, e é essa a relação que essa onça tem aqui", afirma.
Tratador de Jiquitaia, o sargento Klebson conta que o nome da onça foi inspirado em uma formiga comum na região amazônica. "Quando ele chegou, era pequenininho, mas tinha uma mordida ardida. O general disse que parecia uma mordida de jiquitaia, aí começamos a chamá-lo assim e o nome ficou", disse.
Segundo o tratador, Jiquitaia era arisco e arredio. Para conseguir adestrá-lo, foi preciso fazer algumas atividades com ele. Após um mês no CMA, ele começou a se mostrar mais tranquilo. "Quando está do lado de fora da jaula, ele corre pela mata, sobe em árvore... Ele tem todo esse espaço para brincar. Ele tem a piscina dentro da jaula, mas adora brincar de bola no rio. O banho serve para ele ficar mais calmo", relata o sargento.
Os militares suspeitam que os pais de Jiquitaia foram mortos para que ele fosse capturado. Não há informações sobre o caçador que o mantinha em cativeiro.
Para as brincadeiras, a onça tem a companhia dos soldados Adriano Rodrigues, Marco Souza e Rodrigo Carvalho, responsáveis também pela alimentação da onça, que come cerca de 2 kg de ração para gatos por dia, além dos cuidados com a jaula de Jiquitaia.
O animal - que se tornou mascote do CMA - será usado também em desfiles militares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário