O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a prisão preventiva, que é por tempo indeterminado, de uma agente comunitária do Posto de Saúde da Vila São Pedro, em Cornélio Procópio, acusada de falsificar o livro ponto. O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (10) e até a publicação desta reportagem, não havia uma decisão da Justiça.
A promotoria pediu também a prisão de uma advogada, irmã da servidora, para garantir que o processo por falsidade ideológica contra a agente comunitária de saúde caminhe de forma regular.
A advogada ainda foi denunciada por coação no curso do processo, por abordar e ameaçar uma testemunha, segundo o MP-PR.
Além disso, uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa foi apresentada contra a servidora municipal. De acordo com a apuração do MP-PR, ela preenchia irregularmente o livro ponto, mesmo não cumprindo o expediente.
Nessa ação, os promotores pedem o bloqueio de bens da servidora no valor de R$ 157 mil, para pagamento de multa em caso de condenação.
O MP-PR informou que enviou uma recomendação à Prefeitura de Cornélio Procópio para que outra irmã da servidora seja exonerada do cargo de coordenadora do Programa Saúde da Família no município.
A nomeação aconteceu após abertura do procedimento investigatório contra a agente comunitária de saúde e, com isso, a mulher se tornou chefe da irmã e das testemunhas do processo, causando constrangimentos, conforme o MP-PR.
O secretário de Saúde de Cornélio Procópio Eduardo Zardo, informou que a prefeitura ainda não recebeu a recomendação do MP-PR.
Sobre a denúncia de falsificação do livro pronto pela agente comunitária de saúde, o secretário informou que não tinha conhecimento do fato, pois assumiu o cargo há apenas um mês. No entanto, se o fato for comprovado, a servidora deve ser punida de maneira exemplar, informou Zardo. G1.
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