O líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Luiz Claudio Romaneli (PSB), negou congelamento das gratificações dos servidores com o novo pacote de Beto Richa (PSDB). nforme o texto encaminhado esta semana para a Assembleia, o governo quer economizar R$ 100 milhões no ano.
A proposta mais polêmica prevê a aplicação dos reajustes salariais apenas à remuneração base de cada funcionário. O governo também suspende concursos públicos para contratação de policiais e bombeiros por três anos. Para isso, o Executivo cria uma diária especial de 6 horas, permitindo que membros da segurança trabalhem para o Estado mesmo nos períodos de folga.
Romaneli afirmou que não se pode falar em congelamento de benefícios e garantiu que todos os poderes, incluindo a Assembleia, estão fazendo a sua parte e cortando custos.
Ao ser questionado sobre os repasses para outros poderes, cujos salários altos, como Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, e até comissionados do Executivo, Romaneli disse que não há mais nada que possa ser cortado nessas instâncias.
Diversos sindicatos que representam algumas categorias de servidores estaduais já se posicionaram contra o pacote de Beto Richa e estudam paralisações.
Outras mudanças propostas pelo governo são: limite para concessão do benefício assistencial por invalidez apenas aos servidores que se encontram em situação de fragilidade econômica. extinção de centenas de cargos de agente de apoio e de execução, considerados acessórios e não ligados à atividade-fim do Estado.
Extição do Instituto de Florestas do Paraná, além da revogação da lei que obriga empresas beneficiadas pelo Fisco estadual a contratarem pelo menos 5% dos funcionários com mais de 50 anos. O projeto também libera o governo para sacar parte dos depósitos judiciais e administrativos para quitar precatórios.
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