O dinheiro teria entrado por caixa 2 para a campanha de Pimentel ao governo de Minas em 2014. Em troca, a OAS teria conseguido indicação de obras no Uruguai por influência do petista quando ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). A operação de hoje tem como base delação premiada do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, que atuou na campanha de Pimentel. A Polícia Federal não descarta que alguma instituição financeira do Uruguai, considerado paraíso fiscal, tenha sido utilizada na transação. Conforme o delegado, os R$ 3 milhões foram repassados em cinco parcelas. A PF não identificou quais obras a OAS teria sido contratada a fazer no Uruguai.
Dinheiro vivo
Os cerca R$ 60 mil apreendidos no apartamento de Pimentel estavam em libra esterlina, euro, dólar e Real. "O advogado agora vai peticionar, justificar a presença dos recursos e a Justiça vai decidir o que vai acontecer", disse o delegado Marinho. O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, afirmou ter sido o próprio Pimentel, que estava em casa no momento da busca e apreensão, que indicou onde estava o dinheiro. "São restos de viagem", disse o advogado. Pacelli afirmou ainda que as moedas estrangeiras eram dólares e euros.
Pimentel é investigado nesta operação por possível lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, por suposto recebimento de recursos irregulares para campanha. O crime de falsidade ideológica pode ser punido com pena de até cinco anos de prisão. Para lavagem de dinheiro, a pena é de três a dez anos de prisão
OAS
A OAS afirmou ter nova administração e que busca seguir com os negócios de forma ética. "A OAS conta com uma nova gestão e esclarece que tem contribuído com as autoridades competentes e com a Justiça, prestando todos os esclarecimentos que se façam necessários. O objetivo da empresa é concluir os acordos de leniência e seguir com os negócios de forma ética, transparente e íntegra", afirma a construtora, em nota. Agência Estado
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