De acordo com a Polícia Civil, o sistema funcionava da seguinte forma: os presos furaram as placas de aço da carceragem e instalaram a mangueira, que chegava até ao pátio da sede da Assistência Social de Sertanópolis, bem ao lado da delegacia. Os encarcerados erguiam um gancho improvisado e recebiam todos os materiais de desconhecidos.
Reprodução/Sertanópolis News

O esquema de ilícitos foi desvendado após uma denúncia anônima. "É apenas um exemplo do caos que o Paraná vive na segurança pública. Policiais fora das ruas, em desvio da função e dando prioridade ao cuidado de presos do que as investigações em si", desabafou Hoffmann. A cadeia de Sertanópolis abriga atualmente mais de 40 detentos, só que em um espaço destinado apenas para 12.
Desde agosto do ano passado, quando assumiu a comarca de Sertanópolis, Hoffmann não registrou fugas. "Porém, o cenário é bem diferente no resto do Estado, onde esse tipo de problema é bem comum. Acontece quase que diariamente", comentou o delegado. "Não sabemos por quanto tempo vamos suportar este descaso", concluiu. Além de Hoffmann, trabalham na delegacia um investigador, que cumpre turno de 24 horas, e um escrivão. bonde.com
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