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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

MULHER TEVE CORPO QUEIMADO EM 51% EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PELO MARIDO

Uma mulher de 51 anos teve 50% do corpo queimado com água quente, em um caso de violência doméstica. De acordo com a Polícia Militar, o marido da vítima foi o responsável pelo ato e o caso foi registrado como tentativa de feminicídio (tipo de crime de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher) em Floresta, no Paraná. O suspeito, Rogério Cleverson, foi preso, mas negou as acusações. No Encontro, Hélia, a vítima, contou como tudo ocorreu: "Ele chegou, viu que o portão estava aberto e a cachorra pra fora. Ele chegou bêbado, eu não quis sair com ele e ficou nervoso. (...) Quando eu estava fazendo macarrão, ele pegou a panela de água fervendo e jogou em cima de mim. (...) Me queimou bastante. Ele já é acostumado a me bater. Quero que ele fique preso. Cansei de tanto apanhar dele e não quero mais." Tânia, filha de Hélia, falou sobre o estado de saúde da mãe, que segue internada: "Fisicamente, ela não está bem. Fui vê-la no hospital, foi o pior dia da minha vida. Derreteu uma orelha dela, os seios, metade da perna. Não tem explicação o que esse homem fez com a minha mãe." Tânia ainda disse que ela e a família tentavam ajudar a mãe a sair do relacionamento abusivo: "Toda vez que ele batia nela, a gente pegava ela com o olho roxo, trazia para a nossa casa. Toda vez ele ia atrás. Ele foi lá em Curitiba e trouxe ela de volta. Ele não deixava ela trabalhar, ela teve que sair do serviço. Dentro de três anos, acho que ela se separou umas 50 vezes. Ele falou que ia mudar, prometeu que nunca mais ia beber." A filha da vítima afirmou que a mãe está com o nariz quebrado e pediu por justiça: "A gente só quer que a justiça seja feita, que ela não passe mais tempo no hospital que ele na cadeia. O nosso medo é só que ele saia da cadeia e faça outra maldade com ela, porque todas as vezes ela perdoou e ele fez pior. Cada vez foi ficando pior até chegar a esse ponto." Como denunciar casos de violência contra a mulher Se você foi ou é vítima de violência doméstica, ou conhece uma mulher que precise de ajuda, existem várias formas de buscar ajuda. Uma delas é procurar a Delegacia de Atendimento à Mulher, unidade especializada da Polícia Civil, que realiza ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica e violência sexual contra as mulheres, entre outros. Quando não há uma delegacia especializada para esse atendimento, a vítima pode ir até uma delegacia comum ou ligar no 190, número da Polícia Militar. Outra opção é discar no número 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência). O serviço é gratuito, funciona todos os dias e recebe denúncias de violência, reclamações sobre os serviços da rede de atendimento à mulher e orienta mulheres sobre seus direitos. Ainda existem mais maneiras de ser socorrida e acolhida. O importante é não deixar de procurar ajuda.

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