De acordo com o MST, as famílias acampadas trabalhavam no campo quando a equipe da Polícia Militar chegou acompanhada por dois tratores que destruíram parte da lavoura. Revoltados, os sem terra se armaram com paus, pedras e ferramentas agrícolas. Enquanto os policiais disparavam balas de borracha, os sem terra revidavam, com pedradas em direção à tropa. Em menor número, os policiais recuaram. A PM informou que duas viaturas foram danificadas.
O coordenador nacional do MST no Paraná, Diego Moreira, considerou a ação um momento de desespero da Polícia Militar. "As famílias estavam trabalhando e a polícia chegou destruindo tudo, sem ao menos conversar. O pessoal foi para a plantação para impedir a destruição e foi recebido de forma brutal pelos policiais", relatou. Já a PM informou que cumpria mandado judicial e que cerca de 200 pessoas armadas tentaram impedir o trabalho policial das tropas do Choque e da Rotam.
A área em que está instalado o Acampamento Herdeiros da Luta faz parte da antiga Fazenda Variant, pertencente a Usina Central do Paraná. Desde novembro de 2008, cerca de 400 famílias sem terra permanecem na propriedade. O MST informou ainda que as famílias devem permanecer acampadas e aguardar "pacificamente" pela criação de um assentamento no local. Celso Felizardo - Grupo Folha
Nenhum comentário:
Postar um comentário