O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a quinta fase da Operação Publicano nesta quinta-feira (12) em Quatiguá, prendendo o empresário Aparecido Domingos dos Santos, de 56 anos, conhecido por “Dinho do Porco”(foto). A investigação é sobre um esquema de cobrança de propinas na Receita Estadual do Paraná.
A quinta fase da operação também ocorreu em Londrina, deflagrando mais 3 prisões, entre elas, Luiz Antônio de Souza, que já está preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) por ter participado do esquema e, com esse mandado, perdeu o acordo de delação premiada por ter mentido e por ter dado continuidade aos crimes mesmo estando detido, segundo o Ministério Público Estadual (MP-PR). Mesmo dentro da cadeia, Souza estaria cobrando propina de um empresário para não denunciá-lo. Souza também terá os bens bloqueados pela Justiça, ainda conforme o MP.
“O Luiz Antônio disse várias vezes, inclusive em juízo, que agiotava e cobrava juros sobre o dinheiro emprestado. Ele emprestou dinheiro para esse empresário de Quatiguá e, logo depois da prisão, mandava emissários para cobrar essa dívida. Não era propina. Em juízo, ele mesmo disse que teria procurado os empresários que deviam para ele. Mas, preciso ver os termos de acusação para ter mais detalhes”, explicou Eduardo Ferreira.
O advogado disse também que tentará reverter a decisão da perda de benefícios conquistados com a delação premiada mostrando que o cliente ajudou no ressarcimento efetivo do estado e apontou outro réus. O empresário de Quatiguá havia sofrido um sequestro em 29 de abril, sendo levado de seu sítio que fica em Siqueira Campos. Não houve pedidos de resgate ou violência, sendo solto no dia seguinte na cidade de Carlópolis.
“O Luiz Antônio disse várias vezes, inclusive em juízo, que agiotava e cobrava juros sobre o dinheiro emprestado. Ele emprestou dinheiro para esse empresário de Quatiguá e, logo depois da prisão, mandava emissários para cobrar essa dívida. Não era propina. Em juízo, ele mesmo disse que teria procurado os empresários que deviam para ele. Mas, preciso ver os termos de acusação para ter mais detalhes”, explicou Eduardo Ferreira.
O advogado disse também que tentará reverter a decisão da perda de benefícios conquistados com a delação premiada mostrando que o cliente ajudou no ressarcimento efetivo do estado e apontou outro réus. O empresário de Quatiguá havia sofrido um sequestro em 29 de abril, sendo levado de seu sítio que fica em Siqueira Campos. Não houve pedidos de resgate ou violência, sendo solto no dia seguinte na cidade de Carlópolis.
A irmã de Luiz Antônio (delator) Rosângela Semprebom, que é auditora da Receita Estadual, também foi presa na operação.
Souza era ligado à coordenação da Receita e foi preso em janeiro de 2015. Ele foi preso ao ser flagrado em um motel de Londrina com uma adolescente, de 15 anos. Logo depois desse episódio, ele se tornou réu em ações por corrupção.
De acordo com as investigações, o esquema funcionava da seguinte forma: os auditores fiscais não faziam as fiscalizações corretamente e não autuavam as sonegações. Depois, a quadrilha cobrava propina dos empresários para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor dos impostos.
Os mandados abrangem sete cidades do Paraná, sendo três do Norte Pioneiro: Curitiba, Londrina, Maringá, Assaí, Joaquim Távora, Siqueira Campos, Quatiguá, Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Fartura e Barão de Antonina (ambas no estado de São Paulo)(Texto: Walter Chiuoli).npdiário
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